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vida boêmia

Depois de publicar a mais gonzo entrevista na PV, Macaco Joffre produz 70 mil caracteres de boemia para ser levada para mesa de bar. O TCC foi orientado pelo sempre boêmio Mauro Cesar.

até que a igreja os separe

Sem sair do armário, Fernanda Dutra foi a San Francisco conhecer ativistas que marcaram os 40 anos da liberação gay. O TCC foi orientado por Gislene Silva.

bleu et rouge

Assista ao trailer de Bleu et Rouge produzido no Haiti por Juliana Sakae. O TCC foi orientado pela jornalista mais cineasta-antropóloga, Aglair Bernardo.

Próximos do fim.

Ou do começo, diria qualquer um da ponto-e-vírgula que adora contrariar. O gonzo Macaco Joffre lotou o auditório às 10 da manhã de uma sexta-feira com a apresentação do livro amarelo Vida Boêmia. O trabalho de conclusão de curso orientado no bar da UFSC pelo professor Mauro César foi uma homenagem florianopolitana a Hunter Thompson. Da pauta à edição, Macaco escreveu 48 páginas acompanhado de muito chopp e cerveja, em conjunto com o diagramador Thiago Bora e o revisor Pedro Santos. O leitor conhece dois frequentadores de bares do centro de Florianópolis e acompanha as desventuras ao lado do escritor, que quase se envolveu em brigas e ainda foi confundido com michê. "De madrugada o centro da cidade fecha e existe muita prostituição e consumo de drogas. Para não me envolver em roubadas, acabei por me tornar um personagem da madrugada para não chamar a atenção", disse Macaco na banca do TCC. O resultado foi dez, ou, traduzindo para linguagem do escritor, "graus muito bons".

A não-jornalista Juliana Sakae também apresentou o tcc depois de dez meses de planejamento e produção. Ao lado da irmã Maria Fernanda e do cinegrafista e diagramador da PV Maurício Tussi , viajou seis mil quilômetros de carona com a FAB para conhecer o Haiti. Tomando banho de canequinha com água tirada do poço artesiano por um mês, os três trouxeram mais de vinte horas de gravação, orientados pela Aglair Bernardo. Quem assiste conhece a história de nove adolescentes haitianos com os mesmos sonhos de adolescentes brasileiros, através de uma produção participativa de reportagens culturais sobre música, vudu e culinária. A orientação da banca foi uma: "inscreva loucamente em festivais".

A última das apresentações da Ponto-e-vírgula marcou a equipe. Fernanda Dutra morou por quase três meses em San Francisco, entrevistou 23 ativistas da liberação gay e escreveu uma grande reportagem que podia ser livro. Cheia de elogios, a banca apontou a relevância social do trabalho, da extensa apuração e da contextualização política e histórica marcada no texto. "A Fernanda é assim, chega com a voz baixinha e delicada, mas é forte nas decisões e provocativa. Deve ser difiícil criar uma menina assim!", falou a orientadora Gislene Silva.Tão cabeçuda quanto a equipe da PV, Fernanda criou sua reportagem-quase-livro com ajuda do diagramador Maurício Tussi e da revisora Marina Ferraz.

 

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