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vida boêmia

Depois de publicar a mais gonzo entrevista na PV, Macaco Joffre produz 70 mil caracteres de boemia para ser levada para mesa de bar. O TCC foi orientado pelo sempre boêmio Mauro Cesar.

até que a igreja os separe

Sem sair do armário, Fernanda Dutra foi a San Francisco conhecer ativistas que marcaram os 40 anos da liberação gay. O TCC foi orientado por Gislene Silva.

bleu et rouge

Assista ao trailer de Bleu et Rouge produzido no Haiti por Juliana Sakae. O TCC foi orientado pela jornalista mais cineasta-antropóloga, Aglair Bernardo.
(#10) Dezembro de 2008 pdf

((Editorial)) Pedimos licença, talvez poética, para inventar uma expressão que defina o que sentimos: agonia jornalística. Entre leads, apostos explicativos e deadlines, nos sentimos agoniados com a técnica desde a primeira fase do curso de Jornalismo. Queríamos escrever também fora da pirâmide invertida, mas não existia espaço para inovação. Foi em agonia jornalística que parimos o primeiro site da equipe: o Projeto Piloto. O trabalho reunia textos autorais de 16 pessoas, escritos com quantos caracteres fossem necessários.

Surgiram várias crônicas, contos e ensaios na ânsia de continuar o gosto pela escrita. A agonia, porém, só cresceu. Sentíamo-nos mal resolvidos com a grade curricular. Decidimos, então, por um trabalho mais sério, com prazos, divisão de trabalho (entre escritores, editores, revisores e diagramadores) e data fixa de lançamento: todo primeiro dia do mês. Chamar-sse-ia, se nos permitem uma mesóclise, Revista Ponto-e-vírgula. Por que? Não sabemos – há teorias controversas sobre a origem do nome – só lembramos que surgiu em um parque aquático. Gostamos do ponto-e-vírgula e ponto. Proíbem-nos de usá-lo em textos jornalísticos, mas queremos pontos e mais vírgulas, um em cima da outra.

Sem consenso até na identidade da revista, parimos com prazer nove edições, de maio a dezembro de 2007. Encerramos o expediente por excesso de agonia, simplesmente. A crise existencial nos pegou e decidimos parar de fazer para ter espaço para pensar. Neste aniversário da chamada “última-edição-ou-não”, lançamos a décima edição, ou a primeira impressa. Reunimos textos produzidos para a disciplina de Redação V, supervisionada pelo professor Mauro César Silveira, em uma revista com gosto de independente.

A começar pela entrevista gonzo do violinista Erich Voyager, feita por Matheus Joffre, em uma mesa de bar. O estilo alternativo de jornalismo nasceu nos Estados Unidos com Hunter Thompson, que vivia momentos alcoólicos ao lado do entrevistado e conseguia entrevistas únicas. Já Pedro Santos, mais sóbrio, conseguiu uma experiência única: testemunhou na Argentina o início do julgamento do ex-ditador militar Menéndez, entre manifestações fervorosas da população. Luisa Frey também escreve de outro país, mas em tom cor-de-rosa; acostumada a ganhar jabás, fala sobre o gondoleiro que lhe deu um passeio gratuito pelos canais de Veneza.

Para encantar o leitor e aterrorizar os professores quadrados, temos uma seção livre de crônicas e perfis em estilo ponto-evírgula, com ilustrações que complementam o significado dos textos. Já as críticas culturais, de Cláudia Mussi e Carlos Eduardo, e o artigo, de Juliana Sakae, pedem licença para brincar de gente grande. Há também espaço para matérias mais sérias, como a reportagem de Marina Veshagem sobre a Colônia Santana – o maior hospital psiquiátrico de Santa Catarina –, de Laura Daudén sobre a ferrovia Teresa Cristina e de Iana Lua sobre a pesca artesanal. Entre ponto-e-vírgulas e agonia jornalística, divirta-se na nossa primeira e única (ou não) edição impressa.



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Semana Revista (Setembro de 2008)

((Editorial)) Parecia absurdo, diante do trabalho previsto para organizar a VII Semana do Jornalismo, fazer uma revista. As outras seis organizações devem ter pensado o mesmo quando deixaram de lado a idéia. Mas também era absurdo trazer cerca de quatro convidados por dia para o evento e, ainda assim, fomos em frente.

Se queríamos mais conteúdo na Semana, era inevitável ter algo que nos preparasse para bancar perguntas e comentários em palestras e mesas-redondas. A revista veio, então, para localizar questões, apresentar convidados e trazer à tona alguns temas que passam despercebidos nas aulas.

O desafio não é tão desafiador quando se conta o número de pessoas que ajudaram a concretizar o projeto. Estou há três anos no curso de Jornalismo da UFSC, e esta é a primeira publicação que conheço em que puderam e participaram alunos de todas as fases, sem reservas. Concepções de curso, histórias, gostos, estilos diferentes, assim como os convidados da Semana.

Se há textos mais sisudos, como os artigos acadêmicos elaborados para a disciplina de Legislação e Ética por Tarsia Piovesan e Lívia Andrade, há também outros mais soltos como o perfil de Fred Melo Paiva, por Juliana Gomes e a matéria sobre crônicas de Luisa Frey. Dicas de livros também não faltam: os clássicos de Ruy Castro e do jornalismo investigativo, referências bibliográficas dos artigos e a resenha do livro de Arthur Dapieve, Morreu na contramão, feita por Gabriel Rosa.

Só quando passar o dia 19 de setembro é que saberemos se os desafios foram vencidos ou não. Independente dos erros e acertos, este é mais um capítulo de uma história de sete anos do curso de Jornalismo da UFSC. História dentro de outra ainda mais bonita – antes de nós, tantos nomes, lutas, discussões e vitórias. A nossa VII Semana é mais uma contribuição, singela. E que, depois desta, a Semana do Jornalismo se torne ainda maior, desafiadora e inteligente

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